Durante muito tempo, uma figura fazia parte da vida emocional dos brasileiros: o carteiro. Naquela bolsa não havia apenas papel. Havia notícias de parentes, amigos, fotografias e cartas de amor que aceleravam o coração. Na minha adolescência, quando minha namorada viajava com os pais, eu esperava ansiosamente o carteiro na porta de casa.

Os Correios fazem parte da história brasileira desde 1663. E hoje, 9 de outubro, comemoramos o Dia Mundial dos Correios. Mas o mundo mudou. Vieram o e-mail, o WhatsApp e o comércio eletrônico. A carta perdeu espaço. A encomenda ganhou. E os Correios precisaram se reinventar.

Mas reinvenção exige competência administrativa!

Os números são alarmantes:

  • Prejuízo de R$ 596 milhões em 2023;

  • Prejuízo de R$ 2,6 bilhões em 2024;

  • Prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025;

  • Somente no primeiro semestre de 2026, outros R$ 5,5 bilhões de prejuízo!

E agora? O Orçamento de 2027 prevê um aporte de R$ 6 bilhões. Mais dinheiro público para enfrentar uma crise que exige profunda responsabilização administrativa. Os responsáveis pela gestão precisam prestar contas!

Mas, hoje, minha crítica é aos administradores, não aos carteiros. Não aos funcionários que enfrentam chuva, sol, trânsito e longas distâncias. Não àqueles que sustentam essa instituição com seu trabalho diário. Os administradores mudam com o governo. Mas quem entrega nossas encomendas continua sendo o carteiro.

E aos funcionários dos Correios, deixo uma mensagem: não permitam que os erros de quem administra diminuam o orgulho de quem trabalha. E aos brasileiros: instituições podem atravessar crises, mas, quando existem pessoas dispostas a reconstruí-las, sempre haverá um novo endereço para a esperança.

Que os Correios recuperem sua eficiência, seu equilíbrio financeiro e a confiança dos brasileiros. Porque competência administrativa não deveria ser promessa de governo. Deveria ser obrigação de qualquer gestão!

"Aos funcionários dos Correios, não permitam que os erros de quem administra diminuam o orgulho de quem trabalha. Instituições podem atravessar crises, mas, quando existem pessoas dispostas a reconstruí-las, sempre haverá um novo endereço para a esperança."