Hoje, eu quero fazer um editorial diferente. Não para comentar um fato político, nem analisar um indicador econômico, nem provocar a reflexão da nossa audiência ou denunciar uma injustiça.
Hoje, quero abrir o coração.
Há exatamente um ano, começava uma das experiências mais felizes da minha vida profissional: ser âncora do Faroeste à Brasileira. E confesso uma coisa para vocês... Todos os dias, quando começa a vinheta, quando a música do programa toca, eu faço um pequeno ritual que ninguém vê.
Enquanto a abertura está no ar, eu agradeço à bancada por ser parte do programa e desejo que tenhamos um ótimo trabalho, dando o nosso melhor. É um gesto simples, mas cheio de significado. Porque ali começa mais uma oportunidade de fazer aquilo que eu amo: conversar com vocês, informar, provocar reflexões e defender aquilo em que acreditamos aqui na Oeste.
Ao longo deste primeiro ano, encontrei algo que todo jornalista procura durante a carreira: liberdade. A liberdade de pensar. A liberdade de argumentar. A liberdade de discordar. A liberdade de exercer o jornalismo sem amarras, tendo como compromisso principal os fatos, a honestidade intelectual e o respeito ao público.
Como diz o nosso mestre Augusto Nunes, aqui presente para todos nós: “Na Revista Oeste, NÃO BRIGAMOS COM A NOTÍCIA”.
São valores que fazem parte da identidade da Revista Oeste: a defesa da liberdade de expressão, do bom jornalismo, da clareza, da objetividade, do capitalismo, do livre mercado e da convicção de que um jornalismo sério pode ajudar a transformar um país.
Quero agradecer à diretoria da Revista Oeste pela confiança. A todos os colegas da redação, da produção, do estúdio, da técnica, da administração, do comercial, do digital... Enfim, a cada profissional que faz a engrenagem funcionar, muitas vezes longe das câmeras.
E, de maneira muito especial, à equipe com quem fazemos, todos os dias, o nosso querido Faroeste à Brasileira. Nenhum programa é feito apenas por quem aparece na tela. Existe talento, dedicação, competência e muito trabalho de pessoas que, muitas vezes, permanecem anônimas, mas que fazem toda a diferença. A todos eles: o meu muito obrigado.
Um agradecimento e reconhecimento especial a quem tive a honra e o desafio de substituir: meu irmão da vida, Tiago Pavinatto. Nosso eterno xerife.
Mas o maior agradecimento vai para você. Para quem nos acompanha diariamente. Para quem concorda. Para quem parabeniza. Para quem compartilha. Para quem critica com respeito. Para vocês, que fazem do Faroeste à Brasileira um espaço vivo de debate e reflexão.
Vocês transformaram este programa em muito mais do que um horário na programação. Vocês transformaram o programa em uma comunidade de brasileiros que acreditam que ainda vale a pena lutar por um país melhor.
Eu comecei esta jornada muitos anos atrás como um argentino que escolheu morar no Brasil. Hoje, depois de décadas vivendo nesta terra extraordinária, posso dizer com enorme emoção que me sinto tão ou mais brasileiro quanto qualquer pessoa que nasceu neste país abençoado.
O Brasil me acolheu. Me deu oportunidades. Construiu minha família. Me permitiu realizar sonhos. E tudo o que faço hoje é uma forma de retribuir um pouco do muito que recebi.
Podem ter certeza de uma coisa: enquanto eu tiver um microfone, uma câmera e vocês do outro lado, continuarei dando o meu melhor. Continuarei estudando. Continuarei me preparando. Continuarei defendendo aquilo em que acredito, sempre com respeito, responsabilidade e amor por este país.
Porque fazer o Faroeste à Brasileira não é apenas um trabalho. É um dos motivos da minha felicidade. É uma honra. É um privilégio.
Muito obrigado por este primeiro ano. E que venham muitos outros.
"Eu cheguei ao Brasil como um argentino em busca de um futuro. Hoje, falando com o coração de um brasileiro, TE PEÇO DO MAIS PROFUNDO DO MEU CORAÇÃO: LUTEMOS PELO BRASIL QUE QUEREMOS E TEREMOS O BRASIL QUE MERECEMOS."